A cabeça num brinquinho

Imaginemos que um empregado doméstico se punha a mandar o patrão à merda sempre que este, farto de aturar sevandijas ociosos, o mandasse trabalhar e calar-se a bem do soldo mensal.

Se fosse comigo era a ejecção imediata e com gala de sermão aos próximos.

Como não é comigo, e sim com a cada vez mais avultada turba de neo-ignaros encapsulados no até agora estanque escafandro Abrilista que o caril das Índias lhes trouxe, não se passa nada, é mais um ponto no rodapé à espera do defeso.

Depois, quando enfim se esgotarem as prestidigitações para consumo interno e a comida – literalmente a comida – faltar, com que fiapos do Tesouro prestarão contas estas excrescências de um eleitorado que nunca soltou amarras, em boa verdade, para longe das aldeolas canhestras tão bem descritas na visão Raposiana do Alentejo?

Todos são o Zeca, desde o ódiozinho cantado até ao cancro na alma que previne a evolução de qualquer outro órgão.

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