Adenda ao post anterior

Esqueci-me de explicar. Não, isto não acontece de igual forma em todos os países e não, a invocação da Somália ou da América como postes de qualquer baliza onde tentemos encaixar esta aberração que habitamos também faz zero, nulo sentido. Isto acontece assim em aldeias vitrificadas como Portugal, porque apenas nelas a população – quem, em última análise, determina o rumo das normas, regras e leis – tem um horror aristotélico ao vácuo que se revela no espelho sempre que alguém, por mérito ou capacidade, se destaca acima da mediocridade regente. É na vulgaridade que o português está bem; nela se dilui, dissimula, passa por quieto arbusto num campo de mortos-vivos. Somente a eterna repressão do valor individual confere à Portugalidade alimento para subsistir. Daqui o governo, a infertilidade, o futebol e a SEUR. Até amanhã.

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