Ao abrigo do art° 21° da CRP

Quando esta pobre paróquia que se faz passar por nação, a todo o custo e a troco de uns tostões largados em esmola pelos povos que neste velho continente ainda se dignam a produzir, enveredou pela senda da crise da qual se não volta, já eu sabia aquilo que se acoitaria à espera que nós, os felizes e impolutos poucos cujas vidas quotidianas e horas nocturnas nunca dependeram da vénia nefrológica, lhe caíssemos nas chacalentas unhas.

Oportunidades para ir, olvidando de vez à sua mais que merecida sorte esta cloaca infecta de mainatos, tiranetes, vilosidades colorrectais ambulantes, e demais panóplia de aberrações castrocircenses, não foram escassas. E no entanto, investi, fiquei, geri o assomo e o silêncio, vezes inumeráveis sob ataques de ebulição biliar capazes de derreter um museu dos coches, ou igual javardice fisco-social daquelas com que os labregos da estirpe de Manuel Alegre e do vetusto comedor de enfermeiras assaltam os contribuintes alemães dando-se ainda ao sobranceiro luxo de passear em público as suas hediondas fauces, perante o bocejar da corja.

Agora dizem-me isto, que mal grada a paneleirização relambória em curso, com as hordas de incapazes, iletrados, preguiçosos, mimalhos, enconados, sanguessugas do erário, putas finas, boçais reincidentes e ignaros de Estado em máximos de 116 anos, iremos – ó colectivo – receber charters Futrianos repletos de pobres, despojados, nescios, e multiculturais machos cavernícolas, em idade militar, habituados a estuprar rapazinhos e a fazer com que Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães pareçam o Pedro e a Heidi. E se fosse comigo? Nunca o seria, porque aqui mesmo reside a diferença entre mim e os mariconços de merda que um eleitorado desejoso de se amaricar merdificamente elegeu e sustém: eu ficaria, primeiro arriscando tudo dos bolsos até à pele, por uma terra que me tivesse visto crescer, antes sequer de ponderar vir sacar a terceiros, sobretudo terceiros civilizados, borlas miríficas que os sonsos dos burocratas distribuem enquanto adormecem o nativo grunhificente com missangas e lendas.

A ver se fica ineludivelmente explícito: eu não quero cá invasores muçulmanos e o primeiro por cuja acção, directa , indirecta ou remota, me causar ou aos meus entes queridos transtorno por insegurança, será liminarmente removido, fisicamente se possível, ao abrigo do meu direito constitucional a resistir contra actos de tirania, opressão e  supressão dos valores inscritos no documento, obsolescências econométricas de fora, que rege o país onde me encontro e que é mais pertença minha do que dos enormíssimos bastardos a quem devemos o êxodo, a bancarrota e a náusea quando se abre a porta de casa.

Comei, ride e arrotai na paz dos simplórios. Quando tombar o primeiro logo refaremos as contas. Depois dizei que Salazar deixou pouco ouro porque nem para mesquitas já sobra.

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