Social-islamismo

Na Argélia, terra entorroada com o sangue de degolações passadas e olvidável por qualquer homem aerobicamente válido, surge uma primavera Costiana: desencadeiam-se os desvalidos da construção civil, aponta-se miras ao maior dos maiores projectos (ouviremos o sapudo Goês que baila de cravo em cravo entoar “allah-uh-akhbar”, pululando para fora do Falcon em Argel, ainda no meu tempo de vida) e há um boom no  mercado dos tapetes oratórios, na senda do sonho que levará, hasteada nos zingarelhos da TAP, a bandeira republicana lusa.

Os portugueses sabem bem que foi este governo que retribuíu a África os anos de servidão, ofertando expressionismo de contraste, digno de um pintor de caixilharia Alfornelense, ao beduíno sequioso de progresso, pastéis de nata e virgens frescas – tudo com vistos de entrada gratuitos e isentos de burocracia pagos pelo Huno que ainda não percebeu quem são realmente os presidentes da junta.

Quanto a José Rodrigues dos Santos, já lhe foi atribuído um oficial ideológico sob a intendência directa da ministra van Dunem, honorável emissária do povo Zulu com quem tanto temos a aprender na longa marcha para a revolução final.

Camaradas-submissos, a História não pára!

 

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