Já descobri o problema da geração parva: é parva. São parvos, em número praticamente integral, mas vivem tão cheios daquilo que julgam saber e dos mimos gerados, em casa, pelos complexos de culpa dos paizinhos, que nem ao espelho se enxergam.

Um diz “somos a geração com maior autonomia moral”. Importa-se de repetir? Porquê? Está a querer dizer que não andaram a matar pretos, nem a delapidar o erário público (ainda) e que por isso são ungidos de uma qualquer poção salvífica?

Outro, que é “dramaturgo”, não consegue sequer levar a bom porto o exercício, banal em qualquer sociedade, de abdicar da arrogância pesporrenta com que interrompe a sua interlocutora de forma sistemática, com o propósito claro de agitar, fugindo para a frente, a cavalo de sound bite em sound bite. A fatia da audiência que ainda vem de cueiros aplaude e auxilia a feitura da festa.

Pois é, meus queridos, o vosso problema são esses egos inchados, sobranceiros, carentes de terem levado uns bons pares de estalos em tempo útil. Não é a falta de emprego, ou de trabalho, nem muito menos a insuficiência de novas vagas para licenciados em “engenharia da linguagem e do conhecimento no contexto profiláctico das rendas de bilros”. É mesmo a parvoíce pueril, imatura, alimentada a pão-de-ló pelas alminhas que vos fizeram e criaram.
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