Clever Sillies II – um exemplo prático

Já aqui referi o post de Bruce Charlton sobre o modus operandi de pessoas que embora dotadas de intelecto possante, raramente conseguem descodificar eficazmente situações nas quais uma leitura pragmática e conciliadora é essencial. Às vezes dir-se-ia até que fazem de propósito, só para não perder a face ou ceder a taça, e isso é que já é mais complicado.

Um exemplo completamente imaginário, sob a forma de diálogo:

– Hoje fizeste montes de barulho com o secador*, eram sete da manhã.
– Teve que ser, não me parece pior que ter o rádio ligado a essa mesma hora.
– AH, bom, se isso é assim tão horrível para ti, devias ter dito antes.
– Por não o ser é que não disse nada…
– ÉS MESMO DISSIMULADO, queres distorcer tudo à tua maneira.
– Eu? Mas quem se queixou foste tu. Por mim tanto uma coisa como outra são suportáveis.
– Claro, eu é que estou errada.
– Se quiseres vê-lo assim. Não alimento irracionalidades.

Fico na dúvida, e é isso que detesto, se isto será genuinamente incapacidade, ou uma aleivosia.


*substituir ad lib por “ias muito depressa”, “mudaste de faixa bruscamente”, “repreendeste mal os putos”, “não podes dizer isto sem levar em conta aquilo” ou qualquer outro motivo parvo.
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