Slumdog Millionaire (I)


Porque é que a crítica, provinciana, em Portugal não terá gostado de Slumdog Millionaire? Por um lado, por contar uma história simples, daquelas que se calhar até acontecem a qualquer pessoa, e que não envolve “causas fracturantes”: não se trata de uma paixão impossível entre um afro-americano e uma ovelha chinesa, nem de retratar os horrores psicológicos sofridos por um casal de homossexuais na Espanha da Inquisição. Não tira aproveitamento da miséria, nem das desgraçadas condições de vida em que as personagens navegam; e não pretende dar socos, nem sequer enluvados, no dondoquismo ocidental que se compraz com o nojo da própria fortuna. 

Em vez disso, o filme conta, de forma magistral e com toda a simplicidade, a história dum tipo normal, que por acaso nasceu noutro mundo, em busca de um objectivo ainda mais simples.

Roger Ebert, em Novembro de 2008, anteviu correctamente, com a parcimónia que o caracteriza, o que aguardava este filme. É de longe a melhor coisa presente nas salas desde Janeiro do ano passado.



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