O que eu fiz nestes dias:

– estive com a minha mulher e nossos rebentos, a viver nas calmas em casa, sem pressa para nada, e a passear pelo país (recomendo a pintura mural em Pias onde pode ler-se, datada de 1994, a frase reforma agrária reforma agrária, volta que és necessária, a qual achei por demais jocosa e muito gozo me deu no caminho para Serpa)

– fui ver os Soulfly com um familiar e amigo tendo passado uma noite porreiríssima, do Cavalera aos canecos

– cuidei do meu corpo, do intelecto e do meu recheio cultural

– ajudei a quem calhou que eu pudesse ajudar


O que fez o Estado enquanto eu vivia descansado, sem ao Estado nada ter requisitado, e sem que do Estado benefício algum nos tenha chegado:

– censurou uma charge carnavalesca ao Magalhães

– manteve os casos Freeport, Casa Pia, e quejandos (incl. Mesquita Machado) em banho-maria

– imprimiu muitas folhas de Excel com estatísticas da educação para enganar Bruxelas

– continuou a insistir em sufocar os contribuintes com impostos, taxas, e afins que nada visam senão tapar momentaneamente os buracos abertos pelos incompetentes e corruptos que governam desde ’74


De onde me parece que a primazia do indivíduo sobre o colectivo, por levar a cabo acções mais salutares, construtivas e inofensivas para o mundo, deve permanecer na mira de todos, a bem da honestidade, da espécie e já agora do pouco tempo de vida com que cada um de nós foi brindado.
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