Faço-te um desenho (escrevo-te um conto) mas não me apetece escolher cores tiradas da rua, porque as tuas são mais intensas, nem lápis que possa afiar com os humores da população, porque os teus são mais estimulantes. Até o papel me é difícil seleccionar, porque a folha em branco das horas que começam no teu sorriso é sempre mais interessante e menos estreita que o somatório das vozes lá fora. Então resta-me o contorno do teu nome, a trama do teu olhar recaído no meu corpo extenuado, e o enredo dos teus lábios onde cada frase contém imensamente mais vida do que já li, ouvi e imaginei. E depois, é por isso que termo-nos vai ser sempre a maior prova da inevitabilidade dos Deuses, porque o nosso amor não pertence ao mesmo gráfico das construções colectivas.
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