De concursos, Malato e Sinistras

É natural, sob uma sequência de regimes que têm privilegiado a omnisciência do Estado em detrimento do mais elementar senso comum e do rasgo intelectual do indivíduo, que seja raro alguém acertar numa maioria das questões apresentadas no concurso “Um contra Todos”. Não é que sejam difíceis – não o são, e se algum dia lá for, o que direi a JCM será, em tanto rigor quanto possível, aquilo que está escrito no primeiro parágrafo deste post. E a consubstanciar a minha afirmação, recordo um caso que me é caro, de alguém outrora próxima, que embora dotada de extrema acuidade mental e académica, jamais deu um passo no seu percurso que não fosse orientado pelo aparente modus faciendi preconizado pelas instituições, mesmo que tal implicasse atrasar tudo sete ou oito semanas, para depois chegar às instituições e lhe ser dito, por mecanizados funcionários, algo do género “mas porque é que esperou estas sete semanas, podia ter feito logo isto e depois vinha cá carimbar”. Grave é quando as pessoas aplicam este mesmo procedimento ao lado socioemocional da vida, e neste país, neste momento, a anestesia imposta já é de tal ordem que são poucos os que não o fazem.
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