Puta que pariu.

Dei três voltas ao Marquês de Pombal em busca de uma rua.

Polícia? Não há.
Transeuntes? Não sabem, não conhecem, desdenham saber.
Paciência? Esgota-se.

As ruas em Lisboa NÃO TÊM NOME, as placas inexistem, não estão lá pura e simplesmente.

Parou um taxista (pensei no José Alexandre e na saga dos taxistas em brasa) e perguntei, “olhe, a rua sidónio pais?”. O homem era eslavo e retorquiu “ah, um momento, um momento, devo ter aqui, é que as ruas não têm nome” e eu “russki?” e ele “ukrainshyi” e eu “okay…” e ele “olhe, simples, aquela rua ali, vê?” e eu “da… spaceeba, tavarisc’h” e fomos contentes às nossas vidas.

Ou seja, quando Portugal não quer saber, cabe aos residentes melhorarem a massa própria, ainda que isso passe por importar residentes. De qualidade, com intelecto em plena marcha, capazes. Portanto, o cartaz do PNR faz sentido; queimar o Parlamento igualmente o fará. Há gentes e gentes. É o que tenho a dizer no dia em que perdi duas horas de vida por as ruas não terem nome.

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